O dia dos Namorados só perde em movimento nos restaurantes para o dia das Mães. A procura por uma boa mesa e romantismo levam casais de todas as idades aos estabelecimentos da cidade. Como todo mundo chega quase na mesma hora o tumulto é eminente e o caos praticamente estabelecido.
Para fugir desta cilada, o site Food Experiences dos Destemperados lançou uma excelente e idéia: jantar para os namorados harmonizados com vinhos em lugares que geralmente não abririam para a ocasião. Sem fila, sem dor de cabeça, sem correria e sem atendente olhando torto pra liberar logo a mesa pro próximo casal.
A palavra da vez é exclusividade. E pensando nisso o chef preferido de vocês criou uma experiência enogastronômica pra mexer com os sentidos: menu degustação thai com cinco passos harmonizados com vinhos chilenos da Casas del Toqui.
Amuse
Rolinho thai
Entrada
Sateh de frango e curry vermelho com amendoim
Primeiro prato
Camarão levemente picante com legumes
Segundo prato
Filé ao molho de ostras com arroz jasmin
Sobremesa
Abacaxi grelhado com especiarias e sorvete de coco
O local do jantar é na casa de vinhos Via Vino, no coração do bairro mais charmoso da cidade e com a conveniência de estacionamento, sem gastar a mais por isso.
A compra do jantar para o casal só é feita pelo site www.foodexp.com.br ou através do telefone 51 3061-6865. Sugiro que comprem logo seu lugar, pois são apenas 12 mesas!
Dia dos namorados exclusivo com o chef Felippe Sica
Noite de 11/06/2011, sábado.
Hora: chegada até às 21h
Local: Via Vino
Rua: Dinarte Ribeiro, 131
Bairro: Moinhos de Vento
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Perestroika
O curso que estou fazendo na escola de criação Perestroika me impressiona a cada aula. A passada foi sobre o tema do curso: Food Experience. O Diogo Carvalho e o Felipe Anghinoni mostraram que estamos vivendo a era da experiência, de mexer com os sentidos, de entreter, sair do lugar comum, ousar, enfim, se posicionar e fazer desse encontro com o cliente, único em todos sentidos.
Enfim, queria compartilhar com vocês um pouco do que está acontecendo em nosso segmento. Pra você ter idéia, meus colegas são os proprietários desses estabelecimentos na cidade: Apolinário, Natalício, Hashi, Arte Freddo, Barbarella, Press e Bah, Café do Porto, Casa do Marquês, Tuto Riso, Mercado do Chopp, entre outros.
Hoje vimos o case do Ricardo Garrido da Companhia Tradicional de Comércio, grupo de grande sucesso no mercado de São Paulo, que conta com as operações da Pizzaria Bráz, Bar Original, Astor, Pirajá, Botta Gallo e Lanchonete da Cidade. Inspirador ver uma empresa crescer mantendo qualidade, padrão e seus valores.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Creme de moranga com azeite de manjericão
Esse creme de moranga é o meu preferido. Ainda mais que faz parte das receitas fáceis, práticas e gostosas!
Creme de moranga com azeite de manjericão
(Para 4 pessoas)
Ingredientes - Quantidades
Cebola picada - ½ unidade
Alho picado - 2 dentes
Moranga descascada - 800 g
Creme de leite fresco - 200 g
Sal e pimenta do reino - A gosto
Preparação:
-Numa panela grande refogar rapidamente a cebola e alho e em óleo de girassol.
-Acrescentar a moranga e refogue mais um pouco.
-Colocar água até cobrir por completo as morangas.
-Quando estiver bem cozida, pegue uma concha e insira as morangas com um pouco de líquido da cocção no liquidificador. Faça esse processo até formar um purê.
-Volte à panela e misture com o creme de leite fresco até chegar na textura desejada.
-Tempere com sal e pimenta e decore com o azeite de manjericão
-Sirva com duas fatias de pão quentinho.
Para o azeite de manjericão
Ingredientes - Quantidades
Azeite de oliva extra virgem - 200 ml
Manjericão fresco - 2 molhos
Preparação:
-Coloque as folhas de manjericão em água fervente por 1 minuto, retire-as e leve imediatamente à água gelada.
-Quando esfriar, seque muito bem e bata no liquidificador com o azeite extra virgem.
-Coe bem e reserve.
Foto: Cris Berger
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Aerosmith
Desde sempre sou fã de rock n roll. Tenho várias bandas que admiro que tocam o gênero. Uma que tenho um carinho especial é o Aerosmith. Apesar de Steven Tyler ser a personificação de um roqueiro pavão, sua voz é indefectível, fato este que levou a banda ao mainstream desde sempre.
Eles foram os pioneiros em misturar rock com outro tipo de música, neste caso o hip hop. O encontro do Aerosmith e o Run DMC deu o que falar na época e o som de "walk this way" ficou eternizado.
Ladies and gentleman, com vocês: Aerosmith!
Eles foram os pioneiros em misturar rock com outro tipo de música, neste caso o hip hop. O encontro do Aerosmith e o Run DMC deu o que falar na época e o som de "walk this way" ficou eternizado.
Ladies and gentleman, com vocês: Aerosmith!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Dunamis
As pequenas vinícolas do Rio Grande do Sul estão desenvolvendo vinhos de qualidade. Tive o prazer de degustar os vinhos da Dunamis, durante o Mesa de Cinema em Caxias. A proposta dos produtores é apostar num produto diferenciado, com produção em pequena escala.
Pioneiros na região da Campanha Gaúcha, a Dunamis tem como um dos seus consultores o prestigiado e aclamado enólogo Mario Geisse. "Ser" é um Chardonnay Sauvingon que me impressionou e ficou na memória como a melhor surpresa do verão. O "Cor", um Merlot Cabernet, deixou boas recordações também.
Vale a pena prestigiar esses vinhos da nossa terra.
Pioneiros na região da Campanha Gaúcha, a Dunamis tem como um dos seus consultores o prestigiado e aclamado enólogo Mario Geisse. "Ser" é um Chardonnay Sauvingon que me impressionou e ficou na memória como a melhor surpresa do verão. O "Cor", um Merlot Cabernet, deixou boas recordações também.
Vale a pena prestigiar esses vinhos da nossa terra.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Café em NY

Porque estilo é fundamental
Visitei algumas indicações, inclusive do chef Sica. Aí vão algumas dicas:
Próximo ao evento, entre Meatpacking e West Village, tomei um excelente cappuccino no Kava café. Alias essa foi a maior diferença que constatei, a qualidade do leite deles. No térreo do Ace Hotel , indicação da barista Silvia Magalhães, visitamos o Stumptown Coffee, o melhor espresso que tomei na viagem. O lugar foi concebido pelo mesmo escritório de arquitetura que projetou o próprio hotel e por coincidência o Kava Café também, Roman & Williams. O ambiente por si só vale a visita.
Além dessas duas dicas, vale indicar o Roasting Plant Coffee Company, cafeteria onde os grãos percorrem todo o caminho de um silo para o torrador, de volta para o silo e dali para as máquinas de espresso, automaticamente e em tubulações transparentes. O espetáculo é bem legal, o café nem tanto.
A viagem foi muito importante para confirmar que estamos no caminho certo. Todas as principais operações usavam máquinas La Marzocco, assim como nós. E as técnicas de extração de espressos e preparo de cappuccinos são muito parecidas.
Acho que temos ainda uma vantagem em relação a eles, o café brasileiro. Nenhuma dessas operações utilizava grãos do nosso pais. Perguntei ao barista da Stumptown e ele disse que é difícil comprar pequenos lotes daqui. Não acho difícil e com certeza temos cafés no Brasil de altíssima qualidade e com muita diversidade.
A viagem foi muito importante para confirmar que estamos no caminho certo. Todas as principais operações usavam máquinas La Marzocco, assim como nós. E as técnicas de extração de espressos e preparo de cappuccinos são muito parecidas.
Acho que temos ainda uma vantagem em relação a eles, o café brasileiro. Nenhuma dessas operações utilizava grãos do nosso pais. Perguntei ao barista da Stumptown e ele disse que é difícil comprar pequenos lotes daqui. Não acho difícil e com certeza temos cafés no Brasil de altíssima qualidade e com muita diversidade.
Por: Clovis Althaus
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Estilo Gastronômico - Volume III

Cartola é 100% Brasil
Última aula do professor Jorge Nascimento. Enjoy!
Quando falamos da cozinha brasileira devemos levar em consideração a vinda da família imperial brasileira ao Brasil em 1824. A partir desta data a cozinha nacional passa por mudanças fundamentais e começa a se estabelecer de fato num sentido mais amplo.
Anteriormente a vinda da família imperial, tínhamos um longo e excelente menu de bolos e tortas que as fazendas do ciclo da cana-de-açúcar introduziram nas nossas cozinhas.
Com a vinda de Dom João VI veio a cerveja, o sorvete, os frangos, os vinhos de qualidade, a doçaria portuguesa, as caldeiradas, os assados e cordeiro e cabrito... Uma enorme tendência da cozinha francesa se estabeleceu na corte e uma gama de bares com os típicos petiscos portugueses abriram suas portas no Rio de Janeiro que passava por uma enorme urbanização para abrigar a corte portuguesa , petiscos estes que deram origem as nossos atuais, clássicos e atualmente repaginados “butecos”.
Receitas e hábitos clássicos lusitanos foram se adaptando a vida, clima e produtos brasileiros. De norte a sul as cozinhas foram se formando e sendo influenciadas pelas culturas não só dos povos que por aqui chegaram, mas as culturas dos ingredientes e produtos que foram se estabelecendo nas cidades: melaço, pamonha de milho, charque, o churrascos, mogangas, abóboras, as massas dos imigrantes italianos, os pães, doces, a feijoada introduzida pelos portugueses e transformadas pelos africanos. A charcuteria trazida pelos alemães além da carne de porco e seus marrecos, os pimentões, os frutos do mar, as frutas secas e churros dos espanhóis, os queijos dos holandeses, enfim uma cozinha rica de cores, aromas, tradições e tradições reinventadas ou adaptadas aos dogmas religiosos e a uma comensalidade regida pela Europa.
Com a chegada do industrialismo brasileiro nos anos 50 do séc. XX e o crescimento mundial do pós grande guerra, o cinema, a indústria, o poder aquisitivo e o modelo industrial do Brasil desta época, faz nascer um movimento nacionalista no fim da era Vargas e o início da era JK. Nasce Brasília, O hotel Copacabana Palace e astros e estrelas de Hollywood, o carnaval, o restaurante Bife De ouro e seus pratos em homenagem aos vários ilustres brasileiros. Torta Marta Rocha, Torta Olga, Filet a Osvaldo Aranha, Picadinho Maria Luisa, Salada Carmem Miranda, peixe à pernambucana, moqueca baiana, moqueca capixaba, caipirinha uma grande criação de pratos que vão se tornar clássico da cozinha brasileira.
Temos ainda mais dois momentos importantes que vão esculpir a gastronomia brasileira no 70’s e 80’s do séc. XX, onde duas levas de chefs de cozinha desembarcam no Brasil: a primeira com a vinda das bandeiras internacionais dos hotéis como Sheraton, Hilton, Meridien e a criação da EMBRATUR uma leva de chefs alemães que começaram a qualificar a mão de obra brasileira.
A segunda com a vinda de outro time de chefs que se estabelecem no Brasil e formam famílias, nomes como Claude Troigoiss, Emmanuel Bassoleil, Ericq Jaquim, Cristhophe Bessé, Luigi Tartari e tantos outros.
Estes chefs europeus descobrem no Brasil ingredientes que não existiam na Europa como o maracujá, a mandioquinha, as frutas do norte e nordeste criando assim uma forma européia de cozinhar com produtos verde amarelo. Uma importante evolução e democratização da gastronomia neste período é a formação da primeira escola de alta gastronomia no pais: Água de São Pedro do SENAC forma chefs totalmente nacionais num curso de alta qualidade.
A partir dos 90’s do séc. XX as estrelas das cozinhas começam a ser chef’s autenticamente brasileiros que dominam as técnicas da “alta gastronomia” e reinventam pratos clássicos brasileiros que nunca haviam tido oportunidade de serem servidos nos elegantes salões das sociedades brasileiras, mesmo sendo os favoritos de todas classes sociais, não entravam nos dourados salões.
É caldinho de feijão, pasteizinhos, sanduíches de carne de panela, moquequinhas, o palmito pupunha, a castanha-do-Pará agora chamada de castanha-do-Brasil, os peixes da Amazônia, as frutas do norte, as farinhas de mandioca, o dendê, as ervas da Amazônia, os pratos sendo desconstruindo da forma “ cozinha primitiva” e servidos num contexto onde o crocante, a textura, o sabor e a comensalidade fazem um conceito do atual estilo contemporâneo da cozinha brasileira.
Por: Chef Jorge Nascimento, professor de Hotelaria da PUC RS
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