terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bruschetta de tomates frescos com manjericão

Que tal uma bruschetta de tomates?

A bruschetta atualmente virou uma espécie de pizza aqui no Brasil. Diversos tipos de coberturas, para todos gostos e paladares. Ousadia, vanguarda e tradição, tudo junto e misturado, como andam falando por aí.

Também curto inventar meus sabores, entretanto, é da tradicional de tomates com manjericão que adoro comer. Ainda mais quando o tomate é salzano, bem fresco e carnudo. E o manjericão exalando seu perfume por todo ambiente? Humm... O pão não pode ser qualquer um. Nada de torrar pão de forma. O clássico é com o ciabata, mas os pães da Barbarella Bakery são perfeitos para uma bela bruschetta.

Bruschetta de tomates frescos com manjericão
(para 4 pessoas)

Ingredientes - Quantidades
Pão Barbarella - 1 un
Tomate fresco em cubos - 2 un
Azeite de oliva - A gosto
Manjericão - A gosto
Alho - 1 dente
Sal e pimento-do-reino - A gosto

Preparação:
-Aquecer o forno a 200º.
-Cortar a baguete na diagonal.
-Esfregar o alho suavemente na superfície do pão.
-Colocar um fio de oliva, sal e pimenta e levar ao forno.
-Deixe ficar por pouco tempo, até que o pão fique levemente tostado.
-Coloque os cubos de tomates por cima das fatias e regue com oliva.
-Leve novamente ao forno por 2 a 3 minutos.
-Quando retirar do forno salpique as folhas de manjericão e sirva.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Últimas vagas

Pão da Barbarella vira bruschetta

Chega ao fim o Curso para Iniciantes que ministrei nos últimos cinco meses no Espaço Gourmet Blue Ville. Durante cada encontro tentei mostrar aos alunos como é fácil e prazeroso cozinhar. O mais legal é fazer receitas aparentemente simples e o resultado final ser surpreendente. Essa foi a tônica das aulas.

Os últimos encontros acontecem agora no mês de agosto. Não necessita ter experiência para participar, apenas vontade e curiosidade. Além da aula, tem a degustação de todas receitas.

Aguardo vocês lá.

Espaço Gourmet Blue Ville

Cristovão Colombo, 3309
Informações: (51) 3326-7000
Dia:10 e 18 de agosto (terça e quarta-feira)
Hora:19:30 às 22:00hs
Menu:Bruschettas com pão Barbarella, risoto mediterrâneo e mousse de chocolate.

Foto: Cris Berger

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Kit kat

Trio doçura: chocolate, wafer e caramelo

Gosto de vários chocolates, mas um que venho apreciando com certa devoção é o kit kat. Uma pena que não temos aqui no Brasil. Não consigo entender como a Nestlé não tem essa delícia em seu portfólio por aqui. Da última vez que fui a Buenas Aires trouxe um carregamento na mala, mas acabou faz tempo.

Então chega a dinda da Dora, a Marcinha, vinda de Barcelona e me presenteou com uma novidade, o kit kat com caramelo extra. A marca é inglesa e pertencia a Rowntree até 1988, quando foi comprada pela Nestlé. O engraçado é que nos Estados Unidos a detentora da marca kit kat é a Hershey, que tinha um contrato desde 1969 com a Rowntree e vigorava até que a empresa estivesse ativa.

Torço para que alguém da Nestlé leia esse post e se sensibilize com este apelo para que inicie a fabricação do kit kat no Brasil. Não deve ser tão difícil assim, né?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O clássico da Serra

Sempre digo que os clássicos são eternos

Estou desenvolvendo um trabalho bem bacana em Caxias do Sul. Fui contratado pelo restaurante Umai-Yoo como chef consultor. O Umai-Yoo juntou a cozinha japonesa e thai num ambiente agradável e muito bonito. Meu papel vai além de trazer novas receitas. Treinamento e acompanhamento constante são outras importantes atribuições.

Na minha visita mais recente, fui almoçar com a família Umai-Yoo: Jamur, o Jango e suas respectivas. Praticamente exigi: quero almoçar numa galeteria, mas não qualquer uma, me levem na mais tradicional da cidade. E lá fomos nós rumo à Alvorada.

Ambiente agradável, garçons old school e comida de primeira qualidade. Nada de molhos brancos sem gosto e parecendo mingau de bebê, ou canelonis duvidosos. O que eu vi foi o clássico galeto. Iniciando os trabalhos com uma bela sopa de agnoline, pão macio e fofinho e queijo ralado de boa qualidade. O Jamur botou pilha pra provar o crem na sopa, espécie de raiz forte em conserva. Provei e aprovei. Deixei pros nativos o radice com bacon, pois não sou muito fã, mas estava com uma cara boa.

Logo em seguida uma salada de maionese cremosa, com caráter e sabor. Rapidamente chegou os galetos ao primo canto, ou seja, um baby frango, tenro e suculento. O par perfeito do galeto estava lá, e muito bem representado. Amei a polenta frita com queijo derretido no meio. De comer de joelhos. Rolou até um debate pra saber como eles fazem essa delícia.

Galeto tem que ter massa, certo? E não pode ser industrial. O que eu vi e comi foi uma massa caseira de fazer inveja, com molho de tomates idem. Os atendentes não enchiam a mesa a todo tempo, o que me irrita quando vou numa galeteria em Porto Alegre. Na minha linguagem se traduz assim: come logo e vaza pra girar a mesa.

Finalizando pedimos um sagu. E pra não dizer que foi tudo perfeito, deram bola fora na sobremesa. Apesar do sagu estar no ponto e bem gostoso, o creme de baunilha foi substituído por creme de leite. O resultado ficou mais ou menos, mas não estragou a bela experiência de ir numa autêntica galeteria em Caxias.

Ah, o preço é bem amigo. Paguei 36 reais pelo galeto, dois refris e a sobremesa.

Galeteria Alvorada
Rua Os Dezoito do Forte, 200
Nossa Senhora de Lourdes, Caxias do Sul
Telefone: (54) 3222-4637

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Genesis

Genesis era a antiga banda do Phil Collins. Phil saiu da bateria e assumiu os vocais e cantou clássicos que marcou uma geração inteira. Pode aumentar o volume, não vão se arrepender!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Surpreender

Beatles com um tempero a mais

Fui surpreendido agora pouco no shopping Moinhos. A missão era apenas para comprar uma passagem. Ao adentrar as portas magnéticas o som de Beatles encheu meus ouvidos e ecoou na minha cabeça. Estava no primeiro andar e a cada subida pela escada rolante a voz de John e Paul aumentava em vibração e calor.

O primeiro passo no terceiro andar me deu a certeza: é aqui. E lá fui eu, assoviando Let it be. A cena era diferente de todas que já vi. Uma praça inteira de alimentação de um shopping parada para ouvir a banda Nenhum de Nós interpretar os clássicos dos garotos de Liverpool.

A maior surpresa ainda estava por vir. Ao colocar um tempero a mais no arranjo de All we need is love, o Nenhum de Nós deu o seu toque pessoal num clássico. E que toque especial! Uma gaita com um som simplesmente lírico, lindo e hipnotizante.

É assim que fazem os bons cozinheiros e chefs de cozinha. Sabem interpretar muito bem os clássicos, após anos repetindo-os. Só assim serão capazes e terão segurança de dar seu toque pessoal, sua interpretação. Isso sim é saber cozinhar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Preconceito

Que tal um mousse, farofa ou macarron de erva mate?

Todos somos preconceituosos quando o assunto é comida. Esse sentimento aumenta, na medida que o desconhecido ou traumas são levados à nossa frente. Cito dois exemplos de cada para ilustrar minha teoria.

O trauma foi o seguinte. Estava comentando com uma pessoa que adoro arroz e feijão com ovo frito. Quando ouviu a palavra ovo, quase passou mal. E lá veio mais uma biografia onde o excesso de consumo de ovo fez ela odiar o pobre coitado.

Já o preconceito com o desconhecido foi narrado pela minha amiga Carol Toledo, que trabalha no marketing do Iguatemi, e está sempre em coquetel de lançamentos de produtos, lojas e etc. Geralmente os chefs utilizam alguns produtos inusitados para surpreender o público presente. Até aí, tudo bem. Mas e quando esse produto tem uma lembrança bem amarga?

O produto que "chocou" o público em recente evento relatado por ela foi a nossa erva mate, amarga e verde por natureza, mas que beleza. Mas poucas pessoas fizeram carnaval quando o garçom anunciou que o mousse era feito da erva amarga. A Carol não hesitou, se encantou pela cor e mandou ver.

"Felippe, estava uma delícia! Mas as pessoas simplesmente não provavam quando sabiam que era feito com erva mate...", murchou a Carol. Eu, como profissional, provaria. Como chef, não sei se ousaria tanto assim. A não ser se o tema da loja, coquetel, inauguração, tivesse o foco em produtos distintos e com ar de modernidade. Fazer uma releitura de um produto tão amado pelos gaúchos, mas lembrado pelo amargor, é tarefa das mais difíceis, por mais que o profissional se esforce em equilibrar os sabores.

Conclusão que chego é a seguinte. Inovar é preciso, mas cuidado com as inovações, para que elas não pareçam esdrúxulas. Saiba bem qual o perfil do público que estará presente e evite excessos de criatividade. Deixe essas cartas na manga para ser utilizadas no seu restaurante, e de preferência na sugestão. Caso não seja bem aceita, fica fácil de retirar do cardápio.

Eu mesmo adoro reinventar clássicos da nossa culinária e da cozinha francesa. Esse exercício me entretem e faz com que surjam pratos novos, seja pela mudança de algum ingrediente ou pela apresentação.